A eternidade...

A ETERNIDADE...



Zenão de Cício, um grande amigo e cidadão grego, quando estava bêbado, dizia que Deus estava na Natureza, e tudo aquilo que se afastava dela não pertencia à divindade.

Ele observava os pássaros, os mamíferos e demais animais. E via neles um comportamento completamente natural. Assim, quando um leão matava uma zebra para comer, ele apenas se alinhava com o cosmos. Fez o que era para fazer, e ponto!

Mas ele percebeu também que havia um certo mamífero, um macaco sem pelos, que era diferente. Esse animal predominava com a sua capacidade de falar e criar, mas cada um fazia de um jeito. Logo, era o único que não se aproximava de Deus. Era o único não natural.

Enfim, para Zenão, o Deus era um ser imanente (presente) e todos pertenciam a Ele, menos o ser humano.

Zenão, como todo cachaceiro, não foi muito levado a sério.

Então apareceu um outro cara, esse eu só conheci de vista (no bardo Abílio aqui na esquina!), um romano chamado Epiteto. E, por ser escravo, só podia pregar as suas ideias nos portões de Roma.
Como ele pregava uma doutrina grega num portão romano, foi chamado jocosamente de “stoá”, que significa pórtico. De “stoá” transformou-se em estoico, e acabou gerou a doutrina filosófica do Estoicismo.

Segundo essa doutrina a dor deve ser repelida, e o importante é o prazer pela vida, daí a sua extremada ligação com o Hedonismo.

Os estoicos acreditavam na eternidade, mas de forma diferente. Segundo eles, o Universo é um sistema de soma zero, ou seja, nada entra e nem nada sai. Todos são frutos da união de dois gametas que aqui já existiam, e terminarão como poeiras de janelas e portas, sem jamais deixarem o firmamento.

A doutrina, inicialmente repelida e satirizada, mudou de rumo, pois o próprio imperador Marco Aurélio aderiu. E, por muito pouco, não se tornou a religião oficial do Império Romano.

Ocorre que apareceu um cara com ideias diferentes. Era tão seguro no que fazia que quase matou o próprio filho a facadas. Seu nome era Abraão.

Abraão acabou criando três religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo. Sendo certo que esta última pegou carona nas outras duas. Aliás, foram caronas em cima de caronas. Nada foi criado, e sim copiado.

Pois bem! Houve um conflito entre o Estoicismo e os aliados Judaísmo-cristianismo.

O Estoicismo pregava que o homem é o único que não se aproxima de Deus. Os aliados pregavam que o homem era a imagem de Deus.

O Estoicismo pregava que a dor era ruim, e o importante era o prazer. Os aliados pregavam que a dor purifica e que o prazer é pecado.

O Estoicismo pregava que as pessoas, ao morrerem, viravam poeira de estradas e maçanetas de portas. Os aliados pregavam que a morte levava a um local maravilhoso e cheio de anjinhos.

O Estoicismo pregava que Deus estava dentro da Natureza, uma divindade imanente e indiferente aos seres humanos. Os aliados pregavam que havia um Deus transcendente, fora do nosso alcance, e que ele nos vigiava e nos controlava. Mas também atendia a pedidos...

Ora, o jogo ficou difícil para o time estoico ganhar a peleja, vejamos as razões:

O ser humano é vaidoso demais para não ser a imagem de Deus.
O ser humano odeia a dor e possui uma imensa inveja de quem tem prazeres.
O ser humano repudia a ideia de que vai virar pó, pois é muito melhor estar com os anjinhos.
Por fim, o ser humano é inseguro demais para resolver os próprios problemas, logo, precisa da ajuda de um velhinho barbudo que mora no Céu.
E, aos 45 do segundo tempo, apareceu um cara que ainda disse que no Céu há 70 virgens para cada um, e que as mulheres precisam usar burca.

Pronto, lá se foi o estoicismo para a terceira divisão. E hoje o seu campo nem para baile funk serve mais.

Depois ainda vieram Alan Kardec, Chico Xavier... e Malafaia!

Vixe! Goleada humilhante !!!

Em tempo: "Vixe" é uma corruptela fonética de "virgem". Entendo ter sido muito bem aplicada e contextualizada.

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